15 outubro, 2015











A estudante de psicologia Palloma Siqueira, 23 anos, estava muita feliz com sua vida. Nascida em Arcoverde, no Sertão do Estado, ela morava em Caruaru, no Agreste, e estudava no Recife, onde dava aulas como monitora de genética, fisiologia, neuroanatomia e neurofisiologia. Embora tivesse o desejo de se tornar neurocientista, Palloma - ou Pally, um apelido que ganhou na infância -, trancou a matrícula do curso quando foi "atropelada" por um caminhão FNM (Fenemê para os nordestinos).

Calma! Pally sequer saiu arranhada desse "acidente" que mudou a vida dela. O caminhão é um dos personagens do longa-metragem pernambucano Big Jato, de Cláudio Assis, que há três semanas conquistou cinco troféus Candango, inclusive o de Melhor Filme, no Festival de Brasília. "Fui selecionada já nos 45 minutos do segundo tempo. Fiz um golaço, mas foi algo inusitado porque não era do teatro nem do cinema, nunca fiz parte desse mundo da interpretação", relembra Pally, numa entrevista concedida em Brasília, durante o festival.

Se integrar o elenco de Big Jato já tinha sido uma "trombada", o que aconteceu depois das filmagens pode ser comparado a um "furacão" que abalou a vida de Pally. Tudo começou quando Ananias de Caldas, o diretor de arte do filme, indicou o nome dela para Marcella Bérgamo, a recifense que faz a direção de elenco da novela Malhação Sonhos. Sem muitas expectativas, ela foi ao Rio fazer o cadastro de atores na TV Globo. A viagem, que não deveria se estender por mais de uma semana, se transformou no destino permanente dela.

"Essa história foi muito engraçada. Eu estava almoçando no restaurante quando Jorge Fernando viu um desenho que estava na minha mesa. Ele se interessou e perguntou se eu não queria fazer uns trabalhos com ele. Ao lado de outros artistas, fiz desenhos para o personagem de Sergio Guizé, da novela Alto Astral. Apesar de ter feito testes para malhação, fui escalada para fazer Totalmente Demais, a próxima novela das 7, que vai substituir I Love Paraisópolis", revela a atriz.