03 fevereiro, 2016




De 1º de agosto de 2015 até o dia 30 de janeiro de 2016, 1.447 casos foram notificados em Pernambuco. Desse total, 543 (37,5%) atendem aos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) para microcefalia, que identifica a malformação em bebês com perímetro cefálico igual ou menor que 32 centímetros. Ao todo, 153 casos foram confirmados como microcefalia e 135 foram descartados – levando em consideração o resultado dos exames de imagem dos bebês.

Também foram registrados oito casos de bebês natimortos e quatro que vieram a óbito logo após o nascimento. Destaca-se que nenhum dos casos teve microcefalia como causa básica de morte. Os óbitos foram de residentes dos municípios de Recife (03), Ipojuca (03), São Lourenço (01), Bodocó (01), Bom Jardim (1), São Caetano (1), Ipubi (1) e Petrolina (1).

Desde que a notificação de casos de gestantes com exantemas foi tornada obrigatória, no período de 02 de dezembro de 2015 a 30 de janeiro de 2016, 88 municípios do Estado notificaram 994 casos de gestantes com esse quadro clínico. Desse total, 10 gestantes apresentam confirmação de microcefalia intraútero. Vale salientar que a notificação das mulheres com exantema não significa, necessariamente, que elas são casos suspeitos de dengue, chikungunya ou zika, já que outros fatores podem ter ocasionado as manchas vermelhas (rubéola, intoxicação, alergia ou alguma outra virose). O exantema também não é indicativo que a mulher terá um bebê com microcefalia.

Em Pernambuco, o Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/Fiocruz confirmou 12 casos de microcefalia relacionados ao vírus zika por detecção do anticorpo IgM no líquido céfalorraquidiano. Os reagentes foram fornecidos pelo Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC).