12 abril, 2016


Diz representante do sindicato dos professores contra prefeito de Brejo da Madre de Deus



Na manhã desta terça-feira (12) a professora e representante do sindicato dos professores municipais (Sinduprom), Luciene Cordeiro, esteve concedendo entrevista nos estúdios da rádio Polo FM.

A pauta é uma paralisação de advertência, de dois dias, que será realizada pela categoria em Brejo da Madre de Deus a partir desta quinta-feira (14).

De acordo com Luciene, a pauta contém 10 reivindicações, entre elas o reajuste salarial e também na melhoria de condições estruturais e de trabalho em escolas no distrito de São Domingos.

O não reajuste da categoria

De acordo com Luciene, o prefeito do município, Dr. Edson Sousa (PTB), se posicionou em não conceder o reajuste a categoria e, segundo a mesma, fez pouco caso da reivindicação e descumpriu a lei.

“Além de não atender a categoria, o prefeito colocou carros de som nas ruas da Sede e dos distritos de Fazenda Nova e São Domingos tentando desqualificar o movimento da categoria. Foi uma atitude antidemocrática, de quem não quer conversa alguma com a Educação.” e completou: “Ele faz uma manobra para jogar a sociedade contra os professores” – disse.

Péssimas condições de trabalho em escolas de São Domingos

Luciene denunciou, segundo ela, que problemas acontecem em escolas do distrito.

Segundo ela, a mesma passa por processo de reformas iniciadas em agosto de 2015 nas duas unidades e que ainda não foram concluídas, mesmo com o ano letivo acontecendo.

Outro fato seria que a rede elétrica da Escola São Domingos, que não suportaria, mesmo em salas já concluídas, o uso de ar condicionado, o que já causou incidentes entre professores e alunos por conta do calor.

“Essas salas de aulas são abafadas, não tem ventilação. Nem os professores e alunos aguentam. Alunos já chegaram a desmaiar e professores passaram mal e ontem dois foram parar no hospital. A situação está terrível” e completou: “A Escola Santa Maria perdeu mais de 300 alunos esse ano por conta dessas benditas reformas e a Escola São Domingos, outros 200” – disse.

Ainda segundo Luciene, o problema também ocorre nos anexos escolares. Já quanto aos alunos, ainda seria incerto se todos eles teriam sido absorvidos em outras unidades.

A proposta da prefeitura

Ela relatou ainda que, quanto ao caso da Escola São Domingos, o subprefeito da localidade, em uma reunião na escola com professores, a proposta seria transferir o turno da tarde para a escola Santa Maria e a Escola São Domingos funcionaria das 17h às 21h. A proposta desagradou.

“Imagine do jeito que está o caos, a violência, pegarmos crianças de 11 a 12 anos e transferir para o turno da noite… Imagine como seria” – disse.


Possibilidade de greve

Sobre este ponto, a professora não descartou essa possibilidade, mas enfatizou que tal atitude seria tomada em último recurso, caso as negociações entre professores e prefeitura não deem resultados.


Informações Blog do Ney Lima