29 abril, 2016














Do G1 Caruaru 

O inquérito sobre a morte do jornalista Marcolino Junior, de 46 anos, foi concluído, de acordo com o diretor de Polícia do Interior I, Nehemias Falcão. Segundo ele informou nesta quinta-feira (28) ao G1, alguns exames periciais já foram concluídos e encaminhados para a Justiça – outros laudos ainda aguardam conclusão e devem ser entregues à Polícia Civil.

Para detalhar a conclusão do inquérito, o delegado informou que uma coletiva de imprensa será realizada na segunda-feira (2) na Delegacia Seccional de Polícia Civil de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Falcão explicou que os dois suspeitos continuam presos.

O corpo do jornalista e colunista social foi encontrado na segunda-feira (18), na zona rural de Sairé, no Agreste de Pernambuco, segundo a Secretaria de Defesa Social. Ele estava desaparecido desde o sábado (16), segundo a família. O assessor pessoal da vítima e outro homem foram presos suspeitos de participação na morte de Marcolino Junior, segundo informou a Polícia Civil.

Perícia

A perícia realizada no dia 20 de abril no carro do jornalista encontrou marcas de sangue no porta-malas do automóvel. A informação foi confirmada pelo perito criminal Carlos Henrique Tabosa em entrevista à TV Asa Branca. O perito disse que o colunista social teria sido transportado no porta-malas do próprio carro.

Assessor pessoal envolvido
A Polícia Civil acredita que um dos motivos para o assassinato de Marcolino Junior foi o interesse do assessor pessoal – apontado como suspeito de planejar o crime – nos bens da vítima. “Ouvimos [o assessor de Marcolino] e constatamos que ele reclamava constantemente do salário que recebia. Ele se mostrava insatisfeito por receber R$ 200 por semana”, informou ao G1 o delegado Marcio Cruz.

O delegado ainda assegurou que o crime havia sido “planejado há um certo tempo”. Outro homem foi preso, além do assessor do jornalista, e há a possibilidade de uma terceira pessoa estar envolvida no caso. “Podemos afirmar que o funcionário de Marcolino arquitetou o assassinato e que o outro envolvido ficou a cargo de se desfazer dos objetos, mas não podemos dizer quem foi que matou o jornalista”, disse Marcio Cruz.