14 julho, 2016














Com 285 votos, incluindo do PT e de partidos aliados da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi escolhido como novo presidente da Câmara, já na madrugada desta quinta-feira (14), no segundo turno. Rogério Rosso (PSD-DF), que havia ficado em segundo lugar no primeiro turno, recebeu 170 votos. Houve ainda cinco votos em branco. Após a eleição, os deputados gritaram: “Fora Cunha!”, contra o ex-presidente da Casa, o deputado afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou ao cargo há uma semana.

Maia é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro por três mandatos César Maia. Emocionado e chorando, agradeceu à família. Um dos primeiros agradecimentos, porém, foi para o líder do PT na Casa, Afonso Florence (BA). Além dos partidos que já o haviam apoiado, como PSDB e PSB, além dos petistas, o deputado recebeu apoio para o segundo turno do PR, PDT, PCdoB e PTN. O deputado citou também o pernambucano Jarbas Vasconcelos (PMDB) e se disse orgulhoso de ter tido o voto dele.

O parlamentar está no quinto mandato na Câmara. Em 2007, aos 37 anos, foi o primeiro a assumir a presidência nacional do Democratas, além de ter sido líder da bancada do partido por dois anos. Em 2015, foi presidente e relator da proposta de Reforma Política e é presidente da Comissão Especial da DRU.

No primeiro discurso que fez na Câmara, mais cedo, destacou sua biografia e se disse pronto para assumir o comando da Casa. “Ofereço a dimensão da experiência que acumulei em quase 20 anos aqui dentro e a correção pela qual pautei minha vida pública”, disse Maia. “Sei que estou pronto para navegar nessa tormenta, que passará. A Câmara, o Congresso e o Brasil são maiores que qualquer crise”, afirmou ainda. “O papel do presidente é buscar consenso, mas quando isso não é possível cabe ao presidente usar a chave da democracia”, acrescentou, citando o ex-deputado Luis Eduardo Magalhães (então do PFL).

Maia já assumiu o ‘mandato-tampão’ e fica até 2017, já que o presidente da Casa fica no cargo por apenas dois anos. Waldir Maranhão (PP-MA) estava como interino desde maio, quando Cunha foi afastado pelo STF sob a alegação de que usaria interesses em pessoas em pautas da Casa. Dois meses depois, alvo de processo de cassação, acusado de ter mentido à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras afirmando que não teria contas no exterior, resolveu renunciar. Rosso, concorrente do novo presidente, é aliado de Eduardo Cunha.

Informações do Blog Jamildo