09 junho, 2020



'Absolutamente convencidos de que a transmissão por casos assintomáticos está ocorrendo', afirma organização após declaração desta segunda em que representante disse que esse tipo de contágio 'parece ser raro'.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta terça-feira (9) que a "transmissão por casos assintomáticos está ocorrendo, a questão é saber quanto". O esclarecimento da entidade internacional ocorre após fala da chefe do programa de emergências, Maria van Kerkhove, de que a transmissão da Covid-19 por pacientes sem sintomas da doença parece ser "rara".
"Estamos absolutamente convencidos de que a transmissão por casos assintomáticos está ocorrendo, a questão é saber quanto", disse o diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan.
Van Kerkhove também voltou a se pronunciar nesta terça-feira e disse que as pesquisas estão em andamento, mas existem algumas evidências em curso.
"Alguns modelos estimam que pode ocorrer uma transmissão de 40% devido aos casos assintomáticos, mas não incluem análises anteriores", disse a chefe da OMS.
Ao analisar o tema nesta segunda-feira, Maria citava países com grande capacidade de testagem e rastreio. Além disso, em alguns casos, pontuou van Kerkhove, quando uma segunda análise dos supostos casos assintomáticas é feita, descobre-se que os pacientes tiveram, na verdade, leves sintomas da infecção.

A declaração da chefe do programa de emergências foi criticada por pesquisadores por ter soado ambígua. Entre os críticos que ajudaram a esclarecer o pronunciamento esteve o diretor do Instituto de Saúde Global da Universidade de Harvard, Ashish K. Jha.

O pesquisador da universidade norte-americana argumentou no Twitter que infectados que não apresentam sintomas são uma forma importante para a transmissão da Covid-19. Ele explicou que apenas 20% dos infectados não desenvolverão nenhum sintoma. Os outros 80% poderão desenvolver sintomas leves ou mais duros da doença.
"Muitos deles já espalham o vírus antes de desenvolver sintomas", disse Jha. "Eles são, tecnicamente, pré-sintomáticos e não assintomáticos."
O pesquisador de Harvard ponderou que a OMS diferencia os dois casos e ressaltou que há mais casos de indivíduos pré-sintomáticos que assintomáticos.

Conteúdo: Bem estar

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